quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ENTENDENDO O QUE É SER DISCÍPULO - Mc. 1.14-20

Jesus iniciou seu ministério sozinho.
Proclamava a chegada do Reino de Deus e, assim, reuniu em torno de si doze discípulos, escolhidos dentre diversos que o seguiram.
A pergunta, ao analisar essa cena é: o que fazia esses homens e mulheres seguir uma pessoa desconhecida? Por que, pelo simples ouvir de uma mensagem, pessoas abandonavam suas vidas em prol do seguimento de um homem?
Vale aqui ressaltar que era prática comum em Israel grandes sábios terem seus seguidores, desde os profetas antigos. Eliseu possuía sua escola de profetas, Jeremias era acompanhado por seu servo e escriba Baruc. Os fariseus possuíam seus discípulos, assim como João Batista.
Em Israel existia a cultura de se viver em torno de um sábio, para aprender seus ensinamentos e divulgá-los nas comunidades. O discípulo largava sua vida comum e vivia diariamente aos pés de seu mestre, aprendendo e vivendo o que aprendia.
Com Jesus não foi diferente. Seus discípulos, após serem chamados, largaram suas vidas e passaram a viver e aprender do mestre. Da mesma forma nós, hoje, precisamos compreender o mistério do “ser discípulo” se quisermos desfrutar de tudo o que Cristo pode oferecer.

1) O que é discípulo?
Um discípulo é alguém que segue outra pessoa ou um estilo de vida. Um discípulo se submete a disciplina ou ensinamento do líder ou do estilo.
Na bíblia, o termo discípulo é quase sempre encontrado nos evangelhos e no livro de Atos. No Velho Testamento às vezes a palavra é traduzida como "aprendeu" e "ensinou". Onde quer que tenha um professor e pessoas sendo ensinadas, há a idéia de discipulado está presente.
Nos evangelhos, os seguidores mais íntimos de Cristo são chamados de discípulos. Os doze foram chamados pela autoridade de Jesus em circunstâncias variadas. No entanto, todos aqueles que aprovavam os seus ensinamentos e estavam engajados a ele eram são chamados de discípulos. O chamado desses discípulos aconteceu numa época em que outros professores tinham os seus discípulos. Os mais notáveis eram os fariseus (Marcos 2:18; Lucas 5:33) e João Batista (Mateus 9:14).

2) Características de um discípulo
· Ter um mestre
o O discípulo não escolhe um mestre. É escolhido, chamado.
o Todos nós recebemos um chamado de Cristo para sermos seus seguidores.
o Precisamos aceitar esse chamado e reconhecer a Cristo como nosso único mestre.
· Ser ensinável
o A partir do reconhecimento de Cristo como nosso mestre, precisamos receber seus ensinamentos.
o Receber esses ensinamentos não é somente ouvi-los, mas compreendê-los como verdade única e real para vida do discípulo.
o As verdades aprendidas através do mestre devem transformar a vida do discípulo. VOCÊ TEM SIDO TRANSFORMADO PELOS ENSINAMENTOS DE CRISTO?
· Reproduzir os ensinamentos do mestre
o O bom discípulo não guarda só para si o que aprende, mas transmite a outros o que aprendeu, através de proclamação e atitudes.

3) Quem é nosso mestre?
Aqui, precisamos desenvolver uma breve reflexão. Quem tem sido nosso mestre? De quem temos aprendido o que praticamos em nossa vida?
Muitas vezes, a mídia, a sociedade, os amigos, têm sido nossos mestres, nossos centros de influência, aqueles que moldam tanto nossas praticas quanto nossos discursos.
Para conhecermos quem é nosso mestre precisamos reconhecer aonde temos lançado nosso tempo, nossa mente, nossa vida.

4) Vivendo como discípulos hoje.
· Vivendo o que se aprende
o Precisamos não só ouvir, mas viver a partir daquilo que temos aprendido.
· Comunicando o que se aprende
o Da mesma forma, discípulo é aquele que fala aos outros daquilo que se aprende com o mestre.
o
VOCÊ TEM SIDO DISCÍPULO DE JESUS? SE NÃO, HOJE É O DIA. ELE TE CHAMA.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O EVANGELHO - I Co. 15.1-4

O termo Evangelho significa boa notícia, boa nova.
Era palavra utilizada para designar uma mensagem de vitória, além de mensagens pessoais e políticas que traziam alegria.
Quem levava a mensagem era o mensageiro, que vibrava com a mensagem proclamada.
Para compreendermos o impacto do Evangelho na vida humana, podemos entendê-lo através desse exemplo:

O Evangelho também pode ser designado como Doutrina. Doutrina é exemplo, explicação. Dessa forma, as novas devem também ser entendidas, para serem plenamente vividas.
Quais então, são as novas do Evangelho?

1) EXISTE UM DEUS VIVO
Deus é vivo e criou os céus e a terra (At. 14.15).

2) O REINO DE DEUS CHEGOU
Deus governa; Ele é soberano (Is. 52.7).

3) JESUS MORREU PELOS NOSSOS PECADOS
A vinda de Jesus foi a dádiva do Salvador, para morrer por nossos pecados (I Co. 15.1-3).

4) JESUS RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS
A ressurreição é a autenticação da obra de Cristo (I Co. 15.17).

5) NÃO ESTAMOS ÓRFÃOS
Jesus sobe aos céus, mas envia o Espírito Santo. Ele é a garantia da comunhão com Deus (Jo. 14.17-18).

6) VIDA ETERNA
A obra de Cristo tem por objetivo adentrar-nos à vida eterna. Vida eterna é vida com Deus.
O ápice do Evangelho é a vida com Deus. É a reconciliação do ser humano com Deus, para que este ser humano desfrute de toda comunhão com seu Pai celestial.

7) CONCLUSÃO
O Evangelho canaliza toda obra de Cristo em prol da relação do ser humano com Deus.
Se você não desfruta dessa verdade, não vive o Evangelho.
Viva o Evangelho, e deleite-se com tudo o que Jesus conquistou por nós.

sábado, 11 de outubro de 2008

FRUTIFIQUE ONDE DEUS TE PLANTOU - Gn. 49.22-26

A nossa fé não se resume a um conjunto de regras e dogmas, é bem mais que isso, é um relacionamento íntimo e profundo com Deus, que é desenvolvido por meio da própria palavra d’Ele.
Nesse relacionamento com Deus, compreendemos que nossa vida e nossas relações podem ser descritas como grandes campos, nos quais o Senhor, conforme a sua vontade nos planta.
Como Deus é o jardineiro, ele sabe qual planta melhor se identifica e melhor frutifica em determinado solo, em determinadas condições. Deus prepara o solo, limpa, ara, aduba e planta. Não é função da planta questionar: “Ah! Eu queria que o Senhor tivesse me plantado num pomar mais bonito”. A nossa função, como planta, é frutificar, independente de onde fomos plantados.
Olhe os lugares aonde José foi plantado:

1) Escravo no Egito:
· José serviu na casa de Potifar, e teve chance de obter mais benefícios, se mantivesse um caso com a esposa de seu senhor.
· Mesmo com essa possibilidade, José escolheu frutificar.

2) Preso
· José foi preso devido à mentira da mulher de Potifar.
· Tinha tudo para se entristecer e murmurar.
· Mas ele escolheu frutificar.
· Nas celas, todos o respeitavam e reconheciam nele uma árvore frutífera.

3) CONCLUSÃO
Durante toda vida, José escolheu florescer. Muitas vezes pensamos: “Quando eu estiver no trono, eu vou florescer”. Mas José, no fundo do poço, como escravo, preso, não deixou de frutificar.
A nossa vida é feita de escolhas. Muitas vezes, não obtemos nem uma segunda chance. Temos apenas o dia de hoje para viver, e eu vou escolher frutificar onde Deus me plantou neste dia. E você?
EU VOU FRUTIFICAR ONDE DEUS ME PLANTAR. SEJA ONDE FOR QUE ELE ME PLANTAR, NÃO FICAREI RESMUNGANDO, CHATEADO, DEPRIMIDO. EU VOU FRUTIFICAR, PORQUE ESTOU JUNTO À FONTE”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ezequiel (Deus é Fortaleza) era sacerdote na época da deportação do povo de Israel para Babilônia, em 597ª.C.foi assentado às margens do rio Quebar, a uma distância aproximada de 800km de Jerusalém. Ali ele teve uma visão que mudou a sua vida, e inaugura seu ministério profético.
Ezequiel profetizou durante 23 anos, apresentando ao povo consolo, chamado ao arrependimento e esperança da restauração de Israel, de Jerusalém, do templo. Várias visões são descritas por Ezequiel.
Uma delas é a visão de um rio que brota do altar do templo, sai por sua porta e alcança até o mar morto. Conforme ia se distanciando do templo, o rio tornava-se mais largo e profundo, chegando ao ponto de só ser atravessado a nado.
Essa visão dada ao profeta Ezequiel apresentou algumas verdades a Israel, naquele período e apresenta também a nós, brasileiros, 2600 depois, que são importantíssimas para nossa caminhada diária com Deus.

1) O Rio de Deus brota do próprio Deus.
· O Templo era considerado a Casa de Deus;
· O Rio brotava do altar, lugar de sacrifício, de salvação;
· Jo. 7.38-39 (“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado)
· O Rio é símbolo do Espírito Santo, que brota na vida do crente que vive no altar (Rm. 12.1).
· Para o rio de Deus fluir em nós, devemos estar no altar.

2) Quanto mais o rio corre, mas cresce.
· A visão de Ezequiel nos mostra algo além: o Rio não só fluía, mas crescia em tamanho e profundidade.
· Quanto mais o rio corria, mais crescia.
· Não basta ter o fluir do rio; tem-se buscar crescimento e profundidade.
· Quando buscamos as profundezas de Deus, achamos algumas fáceis de entender, como as águas nos tornozelos; outras mais difíceis, exigindo uma busca mais profunda, como as águas nos joelhos e cintura; outras que fogem do nosso alcance, nada nos restando senão admirar sua profundidade.
· Não podemos nos contentar com a água: precisamos ir mais fundo.

3) A função do Rio é produzir vida.
· Por onde o rio passava, produzia vida.
o Árvores frutíferas, animais e peixes passaram a viver por causa do rio.
· Até o Mar morto produz vida, devido o encontro com o Rio de Deus.
· Só a vida verdadeira no crente que se deixa levar pelo Rio de Deus.

4) Quem não vive no rio, não desfruta da vida, mas “vive na morte”.
· Ezequiel também narra sobre charcos e pântanos, que não seriam saneados pelo Rio.
o Pântano e charco são águas rasas, paradas e barrentas.
· A água que não corre que não flui que não produz vida será deixada para o sal, símbolo daquilo que não vive (Ex. Mar Morto).
· O crente que não vive no Rio de Deus, viverá de águas paradas, barrentas e sem vida.

5) CONCLUSÃO
· Deus nos conclama para permitirmos que seu Rio flua de nós, para que vivamos a cada dia uma vida mais profunda em sua presença, produzindo vida e não morte.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

7 lemas para viver - Salmos 23

O Salmo 23 é atribuído ao Rei Davi. Conforme a tradição judaica, Davi teria escrito este Salmo quando estava cercado em um oásis, à noite, por tropas de um rei inimigo, daí o Salmo inserir tamanha confiança na Providência Divina contra os inimigos.
Vale ressaltar nesse inicio de análise do texto as condições e locais da época assim como as ferramentas do pastor:
águas de descanso - pequenas lagoas onde as ovelhas bebem água.
vara - usada para enfrentar e afugentar animais selvagens.
cajado – usado para puxar as pernas das ovelhas quando se prendem ou içá-las quando caem.
óleo – azeite usado para tratar os ferimentos das ovelhas.
A partir dessa exposição, quero paresentar sete lemas, ou sete propósitos para vida daquele que serve a Deus e que deseja experimentar momentos como desse Pastor, de extrema confiança em Deus.

1. FAZER PRIMEIRO AS COISAS PRIMEIRAS
Muitas vezes, são tantas as coisas que temos para fazer que não sabemos nem por onde começar. É bem possível que tentemos fazer tudo ao mesmo tempo, atabalhoadamente. Ficamos então atordoados e confusos, podendo mesmo deixar-nos envolver pelo desânimo e pela frustração.
Contudo, se procurarmos ter calma e examinarmos cuidadosamente, veremos que, de acordo com as circunstâncias, haverá sempre uma coisa que deverá ser feita em primeiro lugar, num dado momento, seja pela importância de que se reveste ou pela urgência requerida. Essa é a coisa primeira. As demais, é claro, deverão aguardar a sua vez, segundo a ordem de importância ou de urgência em que devem ser realizadas.


2. DEVAGAR SE VAI AO LONGE
Precisamos tomar cuidado com a tendência neurótica de exigirmos resultados imediatos em tudo que fazemos. O apressamento poderá resultar em tensões e frustrações, e isso é precisamente o que devemos evitar.


3. VIVER E DEIXAR VIVER
A intromissão na vida dos outros, aos quais muitos de nós procuramos impor, embora às vezes de forma inconsciente, a maneira pela qual achamos que devam agir, é mais uma das manifestações da natureza egocêntrica e prepotente do neurótico. Esquecemo-nos facilmente de que nossos semelhantes também têm, como nós, o direito de decidir de sua própria vida.
Igualmente nos esquecemos de que, por mais que queiramos, não conseguiremos modificar o modo de proceder de uma pessoa, a não ser que ela mesma o deseje e decida fazer.


4. VIVER NA GRAÇA DE DEUS
Afastados da graça de Deus, tornamo-nos presas fáceis do descontrole emocional. Sabemos por experiência própria, que nada podemos contra as emoções quando nos valemos apenas da nossa precária "força de vontade". Somente quando nos entregamos de verdade aos cuidados de um Poder Superior a nós mesmos, ou Deus como cada um de nós O concebe, é que começamos a sentir que podemos recuperar-nos. O que antes parecia impossível torna-se, então, perfeitamente realizável.


5. ESQUECER OS PREJUÍZOS
Este lema sugere que deixemos de ficar rememorando os prejuízos que possamos ter tido, entre os quais, naturalmente estarão os que foram causados pela nossa neurose, pois esse é um procedimento doentio que por certo nos acarretará mais prejuízo ainda. Trazer de volta à memória os prejuízos é o mesmo que sofrê-los novamente.


6. RECOMENDAR-SE A DEUS INCONDICIONALMENTE
Se tivermos admitido nossa impotência perante as emoções e passado a crer num Poder Superior a nós mesmos, capaz de reconduzir-nos à sanidade (Primeiro e Segundo Passos), nada mais lógico do que nos entregarmos sem restrições a esse Poder Superior, ou Deus segundo a concepção de cada um, conforme é sugerido no Terceiro Passo.


7. SÓ POR HOJE
Este Lema sugere que, ao invés de tomarmos decisões para a vida toda, limitemos-nos a fazer propósitos por um dia apenas, justamente o dia que estamos sempre vivendo: o dia de hoje. O de ontem já vivemos quando ele era hoje, e o de amanhã, quando chegar, será hoje, novamente. Se aplicarmos o que é sugerido, estaremos, por assim dizer, cortando a vida em "pedacinhos mastigáveis", o que irá torná-la bem mais fácil.


CONCLUSÃO
Se aplicarmos esses princípios postos, o versículo primeiro do Salmo 23 será uma realidade em nossas vidas: “O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

CRESCER PARA FRUTIFICAR - Cl. 1.9,10; Jo. 15.4,5,16

Crescimento é um dos aspectos mais relacionados à vida.
Onde existe vida, há crescimento e desenvolvimento.
O cristão está ligado à fonte de vida que é Jesus, como as varas ao tronco da videira. Isso lhe dá nutrição e sustento.
Vamos então compreender o processo de crescimento e frutificação na vida cristã.

1. CONDIÇÕES PARA SE PRODUZIR BONS FRUTOS
1.1. Uma planta só produz bons frutos quando alcança certo nível de crescimento e desenvolvimento
1.1.1. A semente é plantada;
1.1.2. Desenvolve-se;
1.1.3. Cresce até se tornar árvore:
1.1.4. Produz fruto.
1.2. É necessário ser plantado em um bom terreno.
1.2.1. Adubado;
1.2.2. Regado constantemente;
1.2.3. Limpo de ervas daninhas;
1.2.4. Cercado contra ataques externos.
1.3. Na vida espiritual é da mesma forma
1.3.1. No decorrer da vida cristã, o crente vai se desenvolvendo, amadurecendo.
1.3.2. Quando se torna espiritualmente adulto, passa a produzir bons frutos.
1.4. Os frutos podem ser bons ou maus
1.4.1. Jesus disse que pelos frutos se conhece uma árvore (Mt. 12.33).
1.4.2. Da mesma forma, o crente é conhecido por suas obras (Cl. 1.10).
1.4.3. Os homens maus produzem maus frutos (Mt. 7.16).
1.4.4. O crente tem que produzir bons frutos para Deus (Rm. 7.14).
1.5. Lembre-se:
1.5.1. O fruto deve estar em boas condições para ser degustado por outros
1.5.1.1. Deve ser sadio, bom.
1.5.1.2. Nossos frutos espirituais devem ser cultivados na vontade de Deus, e não no esforço humano.
1.5.2. Nossos frutos devem ser manifestos em todo tempo, em todod lugar.
1.5.3. Ec. 9.8: Em todo o tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.

2. SIMBOLOGIA DA VIDEIRA
2.1. Todo crente precisa estar ligado à videira.
2.1.1. Estar ligado a Jesus.
2.1.2. Em comunhão com Deus.
2.2. Um ramo só produz fruto quando ligado ao tronco.
2.2.1. Por si só, não possui vida.
2.3. Para uma melhor frutificação, o agricultor precisa podar a videira.
2.3.1. A poda é a remoção de coisas que impedem o crente de frutificar.
2.3.2. Deus nos limpa, pela Palavra, e por momentos de tribulações.
2.4. Para se frutificar, é necessário permanecer na videira durante todo processo.
2.4.1. Permanecer em Cristo significa manter comunhão em todo tempo, preservar nossa relação com Deus.
2.4.2. Essa atitude exige esforço na vida cristã.

3. OBSERVANDO A QUALIDADE DOS FRUTOS
3.1. Quatro aspectos demonstram se nossos frutos são bons ao não:
3.1.1. A semelhança com Cristo.
3.1.1.1. Não viver com a forma do mundo.
3.1.1.2. Ter atitudes condizentes com o que Cristo ensinou.
3.1.2. Estabilidade espiritual
3.1.2.1. Manter um nível de maturidade que não se deixa levar pelas novidades ou problemas do dia-a-dia.
3.1.2.2. Esse é o crente que não é influenciado por nada que não seja a verdade do Evangelho.
3.1.3. Seguir a verdade em amor.
3.1.3.1. Não viver como fariseu;
3.1.3.2. Viver sim a verdade do Evangelho, manifestando o amor, e não o orgulho ou sectarismo.
3.1.4. Cooperação como produto do crescimento
3.1.4.1. Colaboração para o crescimento do reino de Deus.
3.1.4.2. Colaboração para ajudar seus irmãos.
3.1.4.3. Colaboração para ajudar aos que necessitam.

4. CONCLUSÃO
4.1. O propósito de Deus é que cresçamos e demos furtos.
4.2. Já nos reconhecemos como ligados a videira verdadeira.
4.3. Cresçamos então, e frutifiquemos a cem por um no reino de Deus.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O CRESCIMENTO É UM PROCESSO - I Pe. 2.1-4; Hb. 5.12-14

Costumeiramente, o crescimento espiritual se dá naturalmente. Como é dá natureza humana crescer, também se espera que, na vida espiritual aconteça o mesmo: Crescimento Natural.
Mas, nem todos sabem que o crescimento pode ser buscado propositadamente. É possível criar um programa de crescimento espiritual em bases bíblicas.
O texto lido em I Pe. Nos mostra três ações que devem ser observadas para o programa de crescimento espiritual.

O PRIMEIRO PASSO É DEIXAR
Deixar as coisas que desagradam a Deus
Esvaziar o coração das coisas carnais.
Abandonar uma vida de pecado.
Pedro enumera:
Maldade
Engano
Hipocrisia
Inveja
maledicência
A idéia aqui é uma vida de santidade.

O SEGUNDO PASSO É DESEJAR
É necessário cultivar no coração o desejo de se crescer espiritualmente.
Quando existe desejo, todas as forças interiores se tornam disponíveis para se alcançar o que quer.
Nada se torna difícil, quando se é desejado.
O desejo gera procura, insistência, busca com perseverança, propósitos firmes.
O bebê deseja o leite puro, sem misturas.
O cristão deve se alimentar o genuíno alimento espiritual: a revelação de Deus, através de sua Palavra e de suas experiências com Deus.

O TERCEIRO PASSO É APROXIMAR-SE DE CRISTO
O Senhor está sempre pronto a ir ao nosso encontro.
Nossa atitude deve ser como daquela criança, que ao menor sinal de perigo, corre desesperadamente em direção aos braços do Pai.
Devemos constantemente estar na presença de Deus.

TODO CRESCIMENTO PRECISA DE INVESTIMENTO DE TEMPO
Tempo para ficar a sós com Deus
Oração
Leitura e meditação nas Escrituras
Tempo para refletir sobre as situações do dia-a-dia
Pensar sobre as boas atitudes
Pensar sobre o que precisa ser mudado
Tempo para selecionar a alimentação necessária
Precisamos escolher o que realmente nos faz bem
Livrar-nos daquilo que dos distancia de Deus
Selecionar mesmo o que nos alimenta e o que nos suga as forças.

CONSELHO FINAL: FUJA DA IMATURIDADE
O autor de Hebreus nos adverte:
Não devemos nos contentar com leite;
Precisamos buscar alimento mais sólido;
Quem não se alimenta direito, não cresce.
Precisamos também ser adultos espirituais:
Toda criança, tem por característica egoísmo. O novo convertido também é assim.
O cristão adulto, ao contrário, deve manifestar o caráter de Cristo, fugindo das coisas de criança.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O PLANO PARA O CRESCIMENTO ESPIRITUAL - II Pe. 3.14,17,18

O crescimento é um processo natural de todo ser vivo.
Mas, para que haja crescimento sadio, são necessários alguns requisitos:
Boa alimentação;
Asseio,
Cuidados pessoais;
Ajuda de outras pessoas;
Sono/descanso;
Horas de lazer;
Ocupar-se em algo;
Não viver uma vida sedentária.
No crescimento espiritual não é diferente. Se não houver os cuidados necessários, o crente pode tornar-se raquítico, doente e até mesmo vir a morrer.
Pedro nos adverte a cuidar do nosso crescimento espiritual visando a vinda de Cristo.
Parece que, pela demora do acontecimento, muitos naquele tempo se descuidaram do zelar pelo seu crescimento espiritual (hoje isso não é diferente).
Pedro, falando sobre o crescimento, aponta que este corresponde a dois aspectos:

1) CRESCER NA GRAÇA
· É imitar a Cristo, conforme Paulo prescreve:
ü Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo. (I Co. 11.1);
· É buscar um conduta de vida que se pareça com a de Cristo.
ü É valorizar o que Cristo valorizava;
ü É desvalorizar o que Cristo desvalorizava.

2) CRESCER NO CONHECIMENTO
· É ter conhecimento de Jesus, conforme exposto nas Escrituras;
· É conhecê-lo por meio das experiências que Ele nos permite passar na vida:
ü Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à mortehttp, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Assim faremos, se Deus o permitir. (Hb. 6.1-3)

3) OUTRAS EXPLICAÇÕES SORE CRESCIMETO
· A vida é como uma corrida em busca de um prêmio (I Co. 9.24-27)
ü Todos têm objetivos na vida.
· Paulo fala que para alcançar esses objetivos é necessário esforço.
ü Jesus chama esse esforço de “negar-se a si mesmo”, abrir mão dos desejos carnais em busca da vontade de Deus.
· O alvo apontado por Paulo é a salvação.
· A salvação deve ser o referencial que nos impulsiona a alcançar todas as outras coisas em nossas vidas.

4) CONCLUSÃO
· Viver em graça e conhecimento de Cristo nos leva a viver uma vida focada na salvação de Deus.
· Viver com o alvo na salvação nos faz crescer espiritualmente.

PRINCIPIOS BÁSICOS DA VIDA ESPIRITUAL - Mateus 16.13-17

A primeira ordem para vida cristã é o novo nascimento.
Nascer de novo é a expressão usada por Jesus no evangelho de João para transformação pela qual o individuo deve passar, saindo de uma vida de pecado em direção à restauração de sua relação com Deus.
Este renascer se dá a partir de uma intervenção divina na vida humana. Só Deus possibilita e impele o ser humano ao novo nascimento. É GRAÇA! A participação humana se dá na simples ação de se oferecer a Deus por meio da fé e arrependimento.
Posteriormente ao novo nascimento, uma nova vida é posta diante do ser humano, vida esta que pode ser denominada como VIDA ESPIRITUAL. Já não é mais uma vida guiada por sentimentos, desejos ou pensamentos, mas uma vida guiada pela presença do Espírito Santo no cristão.
Este estudo apresentará três princípios básicos da vida espiritual do crente. São eles:

1) A REVELAÇÃO
Revelação é o desvendamento que Deus faz de SI mesmo, através da pessoa de Jesus Cristo, da criação, da história, da consciência humana e das Escrituras.
Por que o ser humano precisa de revelação?
Porque o homem sem Deus é cego e morto espiritualmente. Sem não for pela intervenção divina, o ser humano se torna incapaz de entender as ações de Deus.
Como ocorre a revelação?
Pelas Escrituras, porque nelas estão registrados os fatos e os procedimentos relativos à salvação;
Pelo Espírito Santo, porque o Espírito tem o poder de confirmar todas as coisas nos corações humanos.
Duas verdades são reveladas tanto pelas Escrituras, quanto pelo Espírito, no que tange à salvação humana:
O homem sem Deus é um pecador e já possui sua sentença de morte;
Jesus Cristo é o único e suficiente Salvador, devidamente qualificado.

2) GRAÇA
A idéia comum de graça é a da expressão “favor imerecido”. Isso significa que mesmo sendo puro e santo, Deus ama o ser humano pecador de tal maneira que provê salvação para sua vida.
Vale ressaltar que a graça transcende o poder da lei, pois é uma decisão espontânea de Deus a favor do ser humano.
A metodologia da graça divina é diferente e oposta ao método da Lei. A Lei servia apenas para revelar ao mundo o conceito de pecado e para apontar as regras religiosas para Israel, sem trazer consigo conversão e salvação ao povo. Já a GRAÇA tem como principio a conversão por meio da fé, do arrependimento e da ação do Espírito Santo, que introduz o individuo num processo de transformação de caráter, aproximando-o diariamente à semelhança de Jesus.
TODOS NÓS JÁ ESTAMOS DEBAIXO DA GRAÇA, DOM DE DEUS A TODOS NÓS!

3) FÉ
O conceito da fé bíblica vai muito além do simples fato de se crer em algo ou alguém. A fé bíblica denota a idéia de fidelidade imposta a partir de uma relação; fidelidade. Esta fidelidade se traduz na confiante dependência de Deus com auto-renúncia; descansar em Deus, pois sua vida já está posta n’Ele.
De onde vem esta fé?
A fé pode ter duas fontes: uma natural, que seria a capacidade que temos de acreditar nas pessoas, ou nas verdades que se apresentam na vida; outra espiritual, produzida pelo Espírito Santo, quando a fé natural se encontra com a Palavra de Deus.
A fé espiritual não só permite ao crente alcançar a dimensão do Espírito, para seu próprio crescimento na graça, como também o torna um instrumento de Deus para comunicar ao mundo essa mesma graça e fé (Rm. 12.3: "Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu").
Como se pratica a fé?
A prática da fé vem por meio de duas ações: crença e atitude.
A crença seria o conhecimento do conjunto de doutrinas em que cremos, a saber, fé nas Escrituras.
A atitude seria nossa relação de confiança frente essas doutrinas em que cremos.

4) CONCLUSÃO
A partir do que foi posto, algumas perguntas são suscitadas a nós:
Será que recebemos a RELEVAÇÃO de Deus, através das Escrituras e do Espírito Santo? Conhecemos o Deus que seguimos?
Vivemos debaixo da LEI ou da GRAÇA?
Possuímos uma fé natural ou espiritual? Temos uma fé nominal, ou vivemos a partir daquilo que acreditamos?
Deus nos fez para que “conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os. 6.3). Nossa vida espiritual deve se desenvolver. E para que isso aconteça, Deus nos chama a uma reflexão: TEMOS VIVIDO OU EXPERIMENTADO ESSES PRINCIPIOS BÁSICOS DA VIDA ESPIRITUAL?
Se não, hoje é o dia! Deus nos tirará dessa vida de inércia, mornidão e frieza, e nos colocará no caminho de vida, vida em abundância, de vitória, NO CAMINHO DO ESPÍRITO, QUE SOPRA AONDE QUER, QUE NÃO TEM CONTROLE, MAS QUE TEM VIDA!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ACEITANDO A ADVERTÊNCIA = RECEBENDO A PROMESSA - II Crônicas 7.11-22

Este texto relata a resposta de Deus à construção e consagração do Templo.
O templo era o lugar onde Deus morava entre o seu povo. A presença de Deus simbolizava na glória (kevod) e na coluna de nuvem (Shekiná), era associada com a tenda do encontro (Êxodo 33:9-11), com o tabernáculo (40:34-38) e finalmente com o templo (1 Reis 8:10-11). O paradoxo é que apesar de Deus ser irrestrito, o templo era considerado como o lugar onde Deus viveria pra sempre (8:13, 27).
Salomão havia recebido o projeto para construir o templo de seu pai, Davi.
Ele construiu o templo, o consagrou, e Deus respondeu com a manifestação de sua glória (7.1).
Posteriormente, o Senhor aparece a Salomão e traz uma promessa e uma advertência:
PROMESSA: Se o povo estivesse em sua presença, e o clamasse, ele responderia.
ADVERTÊNCIA: se o povo se desviasse de seus caminhos, além de não contarem com Sua, presença, seriam destruídos e subjugados.

Com relação à promessa (principalmente para ter posse dela), podemos retirar os seguintes preceitos:
1) Povo que se chama pelo meu nome:
Ø O nome era a reputação do individuo;
Ø Ser chamado pelo nome de Deus, era manifestar Deus ao mundo.
2) Se humilhar, orar e buscar a minha face.
Ø Humilhar aqui é a condição de reconhecer a necessidade da intervenção divina;
Ø Orar é buscar a Deus em prol desta intervenção;
Ø Buscar a face é se por na presença de Deus, é buscar intimidade com Deus.
3) Afastar dos sues maus caminhos
Ø Abandonar uma vida de pecado;
Ø Viver em santidade.
4) Quais as conseqüências?
Ø Deus ouvirá a oração;
Ø Perdoará os pecados;
Ø Sarará a terra.

Em relação à advertência, também podemos tirar os seguintes conselhos:
1) Para não se afastar da presença de Deus, é necessário:
Ø Não se afastar do Senhor
o Não cumprimento de sua Palavra;
o Através da idolatria;
o Vida de pecado

2) Uma vida longe de Deus ocasiona a falta da presença de Deus:
Ø Queremos a presença de Deus, mas estamos longe d’Ele;
Ø Vivemos por nós mesmos;
Ø Pecamos e queremos que Deus se manifeste;
Ø Na vida de pecado, a manifestação de Deus se dá em destruição, e não em bênção.
As promessas de Deus estão postas diante de nós, hoje.
Será que continuaremos uma vida de preguiça, de pecado, e receberemos a ira de Deus, ou nos voltaremos para Ele, e receberemos seu perdão, sua cura e suas bênçãos?